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Perdas econômicas provocadas por catástrofes naturais registram queda de um terço em 2025

Ano foi marcado pela passagem de 13 furacões, sendo três de categoria 5

Furacão Milton levou destruição aos Estados Unidos
Furacão Milton levou destruição aos Estados Unidos Foto : Bryan R. Smith / AFP / CP

As perdas econômicas provocadas pelos desastres naturais em todo o mundo registraram queda de 33% em 2025, a R$ 1,19 trilhão, aponta a primeira estimativa da resseguradora suíça Swiss Re divulgada nesta terça-feira (16).

A conta para as seguradoras ficou em R$ 579 bilhões, 24% a menos que no ano anterior, informou a Swiss Re em um comunicado. A queda é explicada pela temporada de furacões no Atlântico Norte, menos custosa que a de 2024, marcada pela passagem dos fenômenos meteorológicos Debby, Helene e Milton.

A temporada de 2025 de furacões somou 13 fenômenos, três deles de categoria 5 (Erin, Humberto e Melissa), mas "pela primeira vez em 10 anos" nenhum deles tocou o solo nos Estados Unidos, o que explica a conta menor para as seguradoras, destacou a empresa suíça.

O furacão que provocou mais danos econômicos este ano foi o fenômeno Melissa, que atingiu a Jamaica e também passou por Haiti e Cuba. As perdas seguradas são avaliadas em até R$ 13,5 bilhões de reais.

Apesar da queda, 2025 foi o sexto ano em que os gastos cobertos pelas seguradoras em casos de desastres naturais superaram 100 bilhões de dólares. Um dos motivos é a série de tempestades convectivas severas, que prossegue em "trajetória ascendente".

Em 2025, os gastos das seguradoras para este tipo de tempestade, às vezes acompanhadas por rajadas de vento violentas, granizo, tornados ou inundações, alcançaram 50 bilhões de dólares (270 bilhões de reais), o que faz desta temporada a terceira mais cara, depois de 2023 e 2024. Os tornados nos Estados Unidos em março e maio estão entre os principais fatores.

A Swiss Re ressaltou que os Estados Unidos representam, sozinhos, 83% dos danos cobertos pelas seguradoras em todo o planeta, com R$ 482 bilhões de reais de perdas seguradas, incluindo R$ 216 bilhões para cobrir os incêndios de Los Angeles no início do ano.