O engenheiro explicou que a "chaminé, que estamos fazendo e que vai ao refúgio (onde estão os mineiros), descerá 702 metros em linha reta", e que o processo de perfuração durará entre três e quatro meses. A declaração de Sougarret ocorre horas após o ministro chileno da Saúde, Jaime Mañalich, revelar que o governo tem um "Plano B" para resgatar os mineiros.
"O presidente Sebastián Piñera nos encarregou de procurar alternativas mais rápidas (de resgate), e há dez opções distintas que estão sendo analisadas pelos técnicos da ENAP (Empresa Nacional de Petróleo)", disse o ministro da Mineração, Laurence Golborne.
Um dos planos alternativos seria aproveitar um duto que já atinge uma oficina da mina, a 600 metros sob a superfície, que precisaria ser ampliado para a retirada dos homens, no prazo estimado de dois meses. Os mineiros poderiam chegar com facilidade à oficina, já que o acesso não sofreu danos no desabamento de 5 de agosto, quando o grupo ficou preso.
Pelo túnel da mina, construído de forma helicoidal, a oficina está a cerca de 300 metros do local onde estão os trabalhadores. "Inicialmente, abrimos para cerca de 30 cm (de diâmetro) e, posteriormente, para cerca de 70 cm", revelou o gerente da Geotec Walter Herrera.
Na sexta-feira, Sougarret admitiu que o poço poderia ser uma opção de resgate. "É parte do Plano B, e buscaremos um Plano C e um D. Os técnicos estão analisando distintas alternativas" na chamada Operação São Lorenço.
O grupo de mineiros foi localizado no domingo passado, por uma sonda que desceu 700 metros sob a terra e estabeleceu um estreito duto de comunicação, acabando com um isolamento de 17 dias. Os homens estão recebendo muito líquido, vitaminas e uma dieta de 1,2 mil calorias, que deve ser elevada para 2 mil calorias a partir deste domingo.