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Perito descarta consequências no Brasil em caso de desastre nuclear no Japão

Diretor de radioproteção e segurança nuclear da Comissão Nacional diz que radiação fica no Hemisfério Norte

O diretor de radioproteção e segurança nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear descartou consequências radioativas nos países do hemisfério Sul, inclusive o Brasil, na hipótese de um grande vazamento em usina do Japão. Laércio Antônio Vinhas explicou que as correntes de ar das partes Sul e Norte do planeta não se comunicam. O governo japonês afirma que a explosão na usina de Fukushima não atingiu o reator e que por isso não espera grande vazamento.

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Vinhas afirma que a concentração de material radioativo ficou apenas no Hemisfério Norte, quando foram lançadas as bombas de Hiroshima e Nagasaki, na 2ª Guerra Mundial, no Japão.

O técnico disse que as informações obtidas com órgãos oficiais, até o momento, indicam a impossibilidade de mais um Caso Chernobyl - lembrando o desastre na usina construída pela antiga União Soviética na Ucrânia. Em 1986, explodiu um reator da unidade. Milhares de pessoas morreram em consequência da radiação.

Em entrevista ao programa Jornal de Sábado, da Rádio Guaíba, o diretor contou que o Japão tem 54 reatores, 28 deles na região atingida pelo terremoto de sexta-feira.



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