A morte de Zilda Arns em consequência do terremoto de 7 graus de magnitude, ocorrido no Haiti nesta terça-feira, deixou amigos, familiares e políticos abalados. A fundadora da Pastoral da Criança tinha 75 anos, era também médica pediatra e sanitarista. Ela chegou ao Haiti no dia do terremoto para dar uma palestra nesta quarta-feira e caminhava na rua com um militar brasileiro quando os dois foram atingidos por destroços de um prédio que caiu devido ao terremoto na capital.
Em 2006, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz junto com outras 999 mulheres do mundo todo. Moradora de Curitiba, Zilda criou cinco filhos com o marido, morto em 1978 - uma de suas filhas, Sílvia, morreu em 2003 em um acidente de carro. Ela era avó de 10 netos.
O governador de São Paulo, José Serra, decretou luto oficial de três dias no Estado pela morte de Zilda.
Arcebispo emérito de São Paulo e irmão Dom Paulo Evarito Evaristo Arns:
"Acabo de ouvir, emocionado, a notícia de que minha caríssima irmã Zilda Newman Arns sofreu com o bom povo de Santo Domingo [como antes era chamado o Haiti] o efeito trágico do terremoto. Que nosso Deus e sua misericórdia acolha no céu aquele que na Terra luta pelas crianças e pelos desamparados. Não é hora de perder a esperança."
Senador e sobrinho Flávio Arns:
"É uma perda para o Brasil inteiro, para nós também, amigos e familiares. A gente não sabe ainda se o velório vai ser aqui, soube através do Gilberto Carvalho [assessor da Presidência] esta manhã que ela havia falecido. Ela morreu fazendo o que fez a vida inteira, lutando pela dignidade. As pessoas me convidaram em nome da família, vou lá para verificar o que pode ser feito pelas autoridades e, se for necessário, o que possa ser feito para que o corpo dela possa ser trazido para o Brasil."
Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim:
"O presidente está chocado e lamentou muito pela Zilda Arns. É uma grande perda. Ela era uma pessoa extraordinária."
Senador Cristovam Buarque:
"Zilda Arns morreu, [no] Haiti, como Sergio Vieira de Melo no Iraque. Levando solidariedade brasileira ao mundo. Morreu 1 militante, nasceu heroína brasileira."
Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab:
"Com profundo pesar, lamento a morte de Zilda Arns, dos vários brasileiros e de todas as pessoas que perderam suas vidas na tragédia ocorrida no Haiti. Médica e idealizadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns foi uma grande humanista. Dedicou toda a sua vida ao próximo, contribuindo decisivamente para a redução da mortalidade infantil e das desigualdades sociais no Brasil. O seu trabalho e a sua dedicação à causa social, cuja importância lhe rendeu vários títulos internacionais e uma indicação para o Prêmio Nobel da Paz, permanecerão como exemplo para as futuras gerações de brasileiros."
Ministro da Saúde, José Gomes Temporão:
"A atuação desta grande mulher e grande sanitarista foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras."
Governador de São Paulo, José Serra:
"Zilda Arns foi a principal parceira junto a sociedade civil quando fui ministro da Saúde. Foi a pessoa que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil em nosso País."
Personalidades lamentam a perda de Zilda Arns
Fundadora da Pastoral da Criança morreu em decorrência de terromoto no Haiti