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Peru anuncia veto à entrada de Maduro e cúpula de governo

País exige que líder venezuelano entregue poder ao parlamento

País exige que líder venezuelano entregue poder ao parlamento
País exige que líder venezuelano entregue poder ao parlamento Foto : Yuri Cortez / AFP / CP
O Peru vai proibir a entrada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e dos integrantes da cúpula de seu governo no país, bem como suas transferências bancárias, seguindo os acordos do Grupo de Lima, informou nesta segunda-feira o chanceler Néstor Popolizio. "Vamos dirigir uma comunicação nesta manhã à Superintendência de Migrações, com uma lista de todos os membros vinculados à cúpula do regime de Maduro, familiares incluídos, para que não possam ingressar no país", disse o chanceler.

A decisão é uma das ações concretas que os países do Grupo de Lima acordaram na sexta-feira passada, na capital peruana, em repúdio ao segundo mandato de Maduro, que começará na próxima quinta. Lidera a lista o presidente Maduro, seguido de um bom número de membros do governo venezuelano, informou a chancelaria peruana.

Popolizio lembrou que no caso da Venezuela, "não é necessário visto para entrar no país, mas temos a possibilidade de colocar restrições de caráter migratório”. Popolizio reiterou que a principal mensagem do Grupo de Lima foi não reconhecer o novo mandato de Maduro (2019-2025), apoiar a Assembleia Nacional eleita em 2015, controlada pela oposição e declarada em desacato pelo máximo tribunal venezuelano e exigir que o presidente entregue o poder a esta Assembleia.

A declaração do Grupo de Lima exorta Maduro "a não assumir a Presidência e respeitar as atribuições da Assembleia Nacional e transferir-lhe, provisoriamente, o poder Executivo até a realização de novas eleições presidenciais democráticas".  Por isso, o governo de Maduro acusou o Grupo de Lima de "incentivar" um golpe de Estado com o apoio de Washington.

Em um comunicado lido pelo chanceler Jorge Arreaza, a Venezuela expressou "sua maior perplexidade ante a extravagante declaração de um grupo de países do continente americano, que após receber instruções do governo americano através de videoconferência, acordaram incentivar um golpe de Estado".