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Peru nega privilegiar turistas europeus em resgate na região de Machu Picchu

Centenas de turistas ainda se encontram isolados pelas chuvas no sítio arqueológico

Peru nega privilegiar turistas europeus em resgate na região de Machu Pichu
Peru nega privilegiar turistas europeus em resgate na região de Machu Pichu Foto : AFP
A retirada com helicópteros de centenas de turistas ilhados pela chuva desde domingo nas proximidades de Machu Picchu, no Peru, continuou nesta quarta-feira (27). O governo peruano negou as acusações de turistas chilenos, segundo os quais as equipes de resgates dão privilégio a europeus e americanos, deixando os visitantes da América Latina para depois.

Com a ponte aérea funcionando, o governo peruano espera retirar ainda nesta quarta-feira cerca de 800 turistas dos 1.500 que continuam ilhados no povoado de Aguas Calientes, localizado abaixo da famosa cidade inca de Machu Picchu, em meio às chuvas que têm provocado grandes deslizamentos.

O primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez, admitiu que "as persistentes chuvas que caem na região andina de Cuzco atrasam os trabalhos de resgate".

- Lamentamos o mal tempo que atrapalha o trabalho dos helicópteros; até agora evacuamos 600 turistas e 1.500 ainda estão na região.

Na segunda-feira o governo informou que eram 1.954 turistas ilhados em Águas Calientes.

Latinos acusam governo de privilegiar europeus e americanos

As autoridades peruanas responderam nesta quarta-feira às acusações de vários turistas que afirmaram haver discriminação contra os latino-americanos para dar preferência aos europeus ou norte-americanos.


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Turistas chilenos ilhados contaram que algumas pessoas pagavam até US$ 500 (R$ 930) para entrar nos helicópteros e outros compravam atestados médicos falsos fingindo doenças para conseguirem embarcar.

Velásquez negou a acusação e afirmou que a prioridade de embarque foi dada aos maiores de 60 anos, crianças e pessoas doentes.

O governo peruano se dispôs ainda a enviar comida para os 8.000 habitantes de Aguas Calientes, já que a rota de acesso terrestre está bloqueada por deslizamentos e rios que transbordaram.

O governo justificou a lentidão das operações às chuvas intensas que caem na área nos últimos 15 anos.