O Peru resolveu retirar a concessão de um gasoduto avaliado em 7 bilhões de dólares, que havia entregado a um consórcio liderado pela empreiteira brasileira Odebrecht, empresa que admitiu o pagamento de subornos, informou nesta segunda-feira o ministro de Energia e Minas, Gonzalo Tamayo. "Este financiamento tinha que ser obtido da comunidade financeira internacional. Eles não foram capazes de levar adiante um projeto porque o sistema financeiro não acredita neles", disse o ministro Tamayo à rádio RPP.
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A Odebrecht é uma das empresas envolvidas no esquema de corrupção na operação Lava Jato. Delações de integrantes da empresa devem ser homologadas nos próximos meses após a morte do ministro Teori Zavascki, magistrado que era o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Zavascki morreu em um acidente aéreo, ocorrido na última quinta-feira em Paraty, no Rio de Janeiro.
A polícia peruana deteve na última sexta-feira um funcionário do governo de Alan García (2006 a 2011) por supostamente receber subornos da construtora Odebrecht em troca de um contrato, enquanto buscava um vice-ministro da época envolvido no caso.
O primeiro peruano detido na operação de captura de supostos receptores de subornos de empresas brasileiras é Edwin Luyo Barrientos, que presidiu o Comitê de Licitação do Metrô de Lima, obra que finalmente foi concedida à Odebrecht em 2009. A empresa admitiu o pagamento de propinas para ganhar contratos públicos no Brasil e em vários países da América Latina, no âmbito da Operação Lava Jato.
Peru retira concessão da Odebrecht para gasoduto milionário
Obra foi avaliada em 7 bilhões de dólares