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Peru se aproxima do “caminho da ordem da esperança”, diz Keiko Fujimori após vitória

Por uma estreita margem frente ao seu adversário, a candidata direitista soma 50,13% dos votos; resultado ainda não foi oficializado

O segundo turno no Peru foi uma das eleições mais disputadas da história recente da América Latina
O segundo turno no Peru foi uma das eleições mais disputadas da história recente da América Latina Foto : AFP

Keiko Fujimori afirmou que o Peru está “cada vez mais perto” do “caminho da ordem”, após autoridade eleitoral do país divulgar, nesta segunda-feira, 29, os dados finais da apuração para eleições presidenciais.

Por uma estreita margem frente ao seu adversário, o esquerdista Roberto Sánchez, a candidata direitista soma 50,13% dos votos totais (equivalente a 9.223.396 votos). A diferença foi de menos de 50 mil votos, de um total de mais de 18 milhões de votos válidos.

“A ONPE chegou a 100% das atas apuradas. (...) Aguardamos a proclamação do JNE (órgão eleitoral) com muita humildade, prudência e responsabilidade”, escreveu Fujimori em sua conta no X.

“Estamos cada vez mais perto de iniciar um caminho de ordem e esperança para todos os peruanos”, acrescentou a presidente eleita, que consolidou sua vitória com um duro discurso contra o crime organizado.

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O segundo turno no Peru foi uma das eleições mais disputadas da história recente da América Latina. Os dois candidatos se alternaram na liderança da contagem antes de Keiko Fujimori conquistar, na semana passada, uma vantagem irreversível. O órgão eleitoral concluiu a contagem das atas nesta segunda-feira, informou.

Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, disse que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori, alegando uma suposta fraude nos votos no exterior, embora sem apresentar provas.

Desde 2016, o Peru teve oito presidentes, em meio a crises institucionais recorrentes, cenário agravado nos últimos anos pelo avanço do crime organizado.

O vencedor substituirá, em 28 de julho, o presidente interino, José María Balcázar, para um mandato de cinco anos.