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Pesquisas indicam reeleição de Cristina Kirchner na Argentina

Números mostram votação superior a 50%, o que definiria presidente em primeiro turno

Pesquisas indicam reeleição de Cristina Kirchner na Argentina
Pesquisas indicam reeleição de Cristina Kirchner na Argentina Foto : Juan Mabromata / AFP / CP
As pesquisas de boca de urna da Argentina indicam a vitória e reeleição da atual presidente Cristina Kirchner. De acordo com o jornal local, Clarin, a advogada de 58 anos, superou os 50% dos votos margem bem superior à necessária para fechar as eleições sem nova votação, que é de 45%.

O socialista Hermes Binner é projetado como segundo colocado nas urnas, mas com margem abaixo de 40 pontos percentuais da atual presidente. Os primeiros dados oficiais de contagem de votos, porém, só serão conhecidos às 21h locais, 22h no Brasil.

"Estamos consolidando um processo institucional e político que começou com as eleições abertas primárias para todos os partidos, que promove a abertura dos partidos à sociedade. Seria bom que as primárias pudessem ser feitas em todas as províncias e consolidar as eleições de maneira simultânea em todo o país para que a Argentina possa ter eleições em um mesmo dia. Creio que é o único país que tem eleições em diferentes dias", disse a presidente, referindo-se à legislação que permite às províncias ter cronogramas eleitorais diferentes entre si.

Visivelmente emocionada, Cristina disse que estava feliz e triste ao mesmo tempo, ao recordar o marido morto há quase um ano. "Sou presidente, militante, mas, sobretudo, sou mulher de um homem que marcou a vida política argentina. Creio que seus dois maiores amores na vida eram a família e a vocação de fazer parte da história", ressaltou. "De onde ele (Néstor) estiver penso que está muito contente", arrematou a presidente.

Ao deixar o colégio onde votou, Cristina foi acompanhada por uma multidão que a abraçou, entregou-lhe cartas e a emocionou. Ela chorou com as demonstrações de carinho dos eleitores. Alberto Rodríguez Saá (Compromisso Federal), queixou-se de uma eleição polarizada, mas afirmou sentir-se tranquilo. Elisa Carrió (Coalizão Cívica) falou em tom enigmático: "A verdade tem que ser vivida. Se não a vive hoje, a viverá amanhã. Posso estar acima, posso estar abaixo, mas não tenham dúvidas de que a luta pela verdade não termina jamais".

Carrió deverá ter uma de suas piores votações nestas eleições. Eduardo Duhalde (União Popular), por sua vez, limitou-se a pedir aos cidadãos que "olhem mais além das eleições de hoje, que são um episódio democrático, mas o país continua adiante".

Com informações da Agência Estado
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