Um petroleiro da companhia estatal dos Emirados Árabes Unidos, Adnoc, foi atacado na noite desta sexta-feira (14) enquanto atravessava o Estreito de Ormuz, informou a empresa em comunicado divulgado pela agência oficial WAM. "O incidente não deixou feridos e a situação foi controlada", acrescentou a Adnoc, que já havia relatado ataques a vários de seus navios-tanque nas últimas duas semanas nessa rota estratégica para o transporte mundial de hidrocarbonetos.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao oceano Índico, está bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. Os repetidos ataques nessa passagem marítima contribuíram para o colapso de um cessar-fogo firmado em abril, enquanto mediadores pressionam as duas partes a voltar a cumprir os termos do protocolo de entendimento assinado em junho por Washington e Teerã.
Nesta sexta-feira, Abu Dhabi denunciou agressões do Irã contra dois navios vinculados à Adnoc que cruzavam o Estreito de Ormuz. "Os ataques contra a navegação comercial e o uso do Estreito de Ormuz como instrumento de coerção ou chantagem econômica constituem atos de pirataria (...) e representam uma ameaça direta à estabilidade da região, de seus povos, assim como à segurança energética mundial", afirmou o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados em comunicado.
Na semana passada, o então chefe de segurança do Irã, Mohamad Baqer Zolqadr, apresentou uma longa lista de condições para a reabertura do estreito. Entre elas, estão o fim da "guerra e da agressão contra o Irã e seus aliados no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque", além do encerramento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Tasnim.