O piloto do avião da Air India que se acidentou neste sábado em Mangalore (Sul da Índia) com 166 pessoas a bordo era "muito experiente", disse o ministro indiano de Aviação Civil, Praful Patel, sugerindo que a curta zona de segurança ao redor da pista pode ter contribuído para a catástrofe. O Boeing 737 procedente de Dubai terminou seu percurso em um desfiladeiro rodeado por uma espessa vegetação, deixando 158 mortos no pior acidente aéreo registrado na Índia nos últimos 14 anos.
Segundo Praful Patel, o piloto Z. Glusica, oficialmente identificado com a nacionalidade sérvia, tinha mais de 10 mil horas de voo e estava familiarizado com a pista de aterrissagem, na qual havia pousado mais de 20 vezes. As condições no momento da aterrissagem eram boas, com visibilidade suficiente, mas o ministro destacou que a zona de segurança ao redor da pista em caso de perda de controle é mais curta que em alguns aeroportos.
"Mangalore não tem tanta zona de ultrapassagem e neste caso, aparentemente, o piloto não foi capaz de deter o avião", declarou. "Nós podemos dizer sem dúvida alguma a partir dos primeiros elementos que, além disso, tudo parecia normal", acrescentou.
Entretanto, o ministro esclareceu que ainda é "muito cedo" para determinar as causas exatas da catástrofe, informando que foi iniciada uma investigação. Patel afirmou que oito passageiros sobreviveram. Três deles estão em estado grave, quatro têm ferimentos leves e um saiu ileso. Um menino que foi retirado com vida do avião morreu a caminho do hospital.
Piloto da Air India era "muito experiente", afirma ministro da Aviação
Acidente aéreo que deixou 158 mortos neste sábado é o pior registrado no país em 14 anos