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Pilotos da Lufthansa iniciam maior greve na história da companhia

Paralisação aconteceu por volta da meia-noite desta segunda na Alemanha

Pilotos da Lufthansa iniciam maior greve na história da companhia
Pilotos da Lufthansa iniciam maior greve na história da companhia Foto : Thomas Lohnes / AFP
Os pilotos da Lufthansa, maior companhia aérea da Alemanha, iniciaram à meia-noite desta segunda-feira uma greve que deve prosseguir até quinta-feira. A paralisação é considerada a maior na história do transporte aéreo alemão. A greve, convocada pelo sindicato Cockpit, que representa mais de 4 mil pilotos, teve início no horário previsto, segundo o porta-voz da maior empresa europeia do setor, Stefanie Stotz.

O sindicato e a direção da Lufthansa fracassaram no fim de semana na tentativa de chegar a um acordo para a retomada das negociações. O Cockpit também programou para esta segunda-feira protestos nos dois grandes aeroportos alemães, Frankfurt e Munique. A empresa organizou um plano de emergência para garantir entre 50% e 60% dos voos, quase mil voos.

No entanto, muitos destes voos tiveram que ser pura e simplesmente cancelados na manhã desta segunda-feira, o que deve se repetir durante todo o dia. A Lufthansa projeta um prejuízo de 100 milhões de euros com a greve. O sindicato reivindica a mesma convenção de salários para todos os pilotos do grupo que voam sob a insígnia da companhia, incluindo as duas filiais do grupo no exterior, o que a empresa não aceita.

Também reclama uma garantia para os empregos, ponto que em tese deve ser mais fácil de negociar. As filiais Lufthansa Germanwings e Lufthansa Cargo (transporte de cargas) também foram afetadas pela greve, programada para até a meia-noite de quinta-feira. Os voos das companhias regionais da Lufthansa devem ser os únicos que não serão afetados. Em condições normais, a Lufthansa tem 1.800 voos diários, incluindo 160 intercontinentais, número que inclui também os voos de suas companhias regionais.