Israel havia concordado com uma trégua condicional e destacou que suspenderia os ataques desde que não acontecessem disparos hostis a partir de Gaza contra o território israelense. Durante a visita a Gaza, o premiê egípicio Hisham Qandil afirmou que seu país vai intensificar os esforços para obter uma trégua entre os grupos armados palestinos e o Estado hebreu. Ele chamou a operação israelense de "agressão". "O Egito intensificará os esforços para acabar com esta agressão e obter uma trégua duradoura", declarou Qandil durante uma visita a um hospital de Gaza acompanhado pelo chefe de Governo do Hamas, Ismail Haniyeh.
O exército israelense começou a mobilizar nesta sexta-feira 16 mil reservistas para a operação "Pilar de Defesa" contra os grupos armados de Gaza, informou uma fonte militar. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou nessa quinta-feira a convocação de até 30 mil membros da reserva, que podem ser mobilizados a qualquer momento."Estamos ampliando a campanha militar a Gaza", declarou o porta-voz do exército, o general Yoav Mordejai.
Dois foguetes disparados de Gaza caíram nessa quinta-feira pela primeira vez na região de Tel Aviv, segundo Barak. A operação "Pilar de Defnsa" foi ativada na quarta-feira à tarde com o assassinato em Gaza de Ahmad Jabari, comandante militar do grupo radical Hamas. Desde quarta-feira, os ataques contra Gaza deixaram 21 mortos, incluindo crianças, e 235 feridos, de acordo com fontes palestinas.
Os palestinos dispararam quase 300 mísseis contra o Estado hebreu e alguns atingiram a periferia de Tel Aviv. Três israelenses morreram na quinta-feira quando um dos projéteis atingiu um prédio residencial no sul do país. A União Europeia (UE) admitiu nesta sexta-feira que Israel tem o direito de defesa, mas pediu ao país uma "resposta proporcional" aos ataques dos grupos palestinos na Faixa de Gaza.
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou estar "profundamente preocupada com a escalada da violência" e lamentou a perda de vidas nos dois lados.O governo dos Estados Unidos pediu nessa quinta-feira a Egito e Turquia que utilizem sua influência com os palestinos para acabar com os disparos de foguetes a partir de Gaza, ao mesmo tempo que considerou que o Hamas deve interromper os
Três palestinos morrem em novo ataque aéreo de Israel
Três palestinos morreram na noite dessa quinta-feira, em uma nova série de ataques aéreos do Exército de Israel contra a localidade de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza, indicou um porta-voz dos serviços de emergência médica do Hamas.
As explosões foram ouvidas em todo o território palestino, segundo testemunhas.Estes últimos ataques elevam para 19 o número de mortos nos últimos dois dias. O Exército anunciou ter atacado por uma hora cerca de 70 instalações subterrâneas a partir das quais são lançados foguetes. "As instalações atacadas foram identificadas por informações precisas recolhidas ao longo de meses", informou um porta-voz militar.
Horas antes, dois foguetes lançados de Gaza haviam atingido os arredores de Tel Aviv pela primeira vez desde 1991, quando a capital econômica de Israel foi atacada por mísseis Scud lançados pelo Iraque.