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Pimeiro-ministro egípcio visita Faixa de Gaza

Bombardeios entre Israel e Hamas não deram trégua

Explosões foram ouvidas em todo o território palestino
Explosões foram ouvidas em todo o território palestino Foto : Marco Longari / AFP / CP
Dois palestinos morreram em um ataque aéreo israelense contra o norte da Faixa de Gaza durante a visita do primeiro-ministro egípcio Hisham Qandil, depois que, segundo o governo de Israel, o Hamas não respeitou a curta trégua de três horas. Já de acordo com fontes palestinas, os aviões israelenses bombardearam um grupo de habitantes na área de Nazila, norte da Faixa de Gaza.

Israel havia concordado com uma trégua condicional e destacou que suspenderia os ataques desde que não acontecessem disparos hostis a partir de Gaza contra o território israelense. Durante a visita a Gaza, o premiê egípicio Hisham Qandil afirmou que seu país vai intensificar os esforços para obter uma trégua entre os grupos armados palestinos e o Estado hebreu. Ele chamou a operação israelense de "agressão". "O Egito intensificará os esforços para acabar com esta agressão e obter uma trégua duradoura", declarou Qandil durante uma visita a um hospital de Gaza acompanhado pelo chefe de Governo do Hamas, Ismail Haniyeh.

O exército israelense começou a mobilizar nesta sexta-feira 16 mil reservistas para a operação "Pilar de Defesa" contra os grupos armados de Gaza, informou uma fonte militar. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou nessa quinta-feira a convocação de até 30 mil  membros da reserva, que podem ser mobilizados a qualquer momento."Estamos ampliando a campanha militar a Gaza", declarou o porta-voz do exército, o general Yoav Mordejai.

Dois foguetes disparados de Gaza caíram nessa quinta-feira pela primeira vez na região de Tel Aviv, segundo Barak. A operação "Pilar de Defnsa" foi ativada na quarta-feira à tarde com o assassinato em Gaza de Ahmad Jabari, comandante militar do grupo radical Hamas. Desde quarta-feira, os ataques contra Gaza deixaram 21 mortos, incluindo crianças, e 235 feridos, de acordo com fontes palestinas.

Os palestinos dispararam quase 300 mísseis contra o Estado hebreu e alguns atingiram a periferia de Tel Aviv. Três israelenses morreram na quinta-feira quando um dos projéteis atingiu um prédio residencial no sul do país. A União Europeia (UE) admitiu nesta sexta-feira que Israel tem o direito de defesa, mas pediu ao país uma "resposta proporcional" aos ataques dos grupos palestinos na Faixa de Gaza.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou estar "profundamente preocupada com a escalada da violência" e lamentou a perda de vidas nos dois lados.O governo dos Estados Unidos pediu nessa quinta-feira a Egito e Turquia que utilizem sua influência com os palestinos para acabar com os disparos de foguetes a partir de Gaza, ao mesmo tempo que considerou que o Hamas deve interromper os


Três palestinos morrem em novo ataque aéreo de Israel

Três palestinos morreram na noite dessa quinta-feira, em uma nova série de ataques aéreos do Exército de Israel contra a localidade de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza, indicou um porta-voz dos serviços de emergência médica do Hamas.

As explosões foram ouvidas em todo o território palestino, segundo testemunhas.Estes últimos ataques elevam para 19 o número de mortos nos últimos dois dias. O Exército anunciou ter atacado por uma hora cerca de 70 instalações subterrâneas a partir das quais são lançados foguetes. "As instalações atacadas foram identificadas por informações precisas recolhidas ao longo de meses", informou um porta-voz militar.

Horas antes, dois foguetes lançados de Gaza haviam atingido os arredores de Tel Aviv pela primeira vez desde 1991, quando a capital econômica de Israel foi atacada por mísseis Scud lançados pelo Iraque.

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