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Plano dos EUA para "destruir ISIS" não prevê uso de tropas terrestres

Casa Branca informou que bombardeios aéreos e assessoramento a exércitos locais será utilizado

Plano dos EUA para destruir Estado Islâmico não prevê uso de tropas terrestres
Plano dos EUA para destruir Estado Islâmico não prevê uso de tropas terrestres Foto : Ali AL Saad / AFP / CP
Dois dias antes do anúncio do plano prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para "destruir" o ISIS (Estado Islâmico, a milícia mulçumana extremista que atua no Iraque e na Síria) a Casa Branca adiantou que a ofensiva não prevê o envio de tropas terrestres. De acordo com comunicado, o plano prevê bombardeios aéreos, além de  diplomacia.

As declarações sobre o plano que Obama prometeu anunciar na próxima quarta-feira foram feitas pelo secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest. Ele não adiantou detalhes sobre o novo plano militar contra o Estado Islâmico, mas disse que a ofensiva terá características parecidas às das missões antiterroristas anteriores dos Estados Unidos, como a executada contra a Al Qaeda.

"Os Estados Unidos vão intensificar os ataques aéreos contra o Estado Islâmico, treinar, assessorar e partilhar informação com o Exército iraquiano sobre como perturbar e destruir a milícia", informou. O Estado Islâmico atua no norte do Iraque e na Síria e já conquistou parte dos territórios dos dois países. Em agosto, Obama anunciou uma intervenção militar americana na região contra a milícia, para conter a ação do grupo e recuperar territórios.

Em retaliação o Estado Islâmico executou dois jornalistas americanos que vinham sendo mantidos como reféns. Earnest lembrou que o Congresso americano deve autorizar a iniciativa e explicou que o objetivo será "proteger a população do Oriente Médio e proteger o território americano de atentados terrorristas". "É possível que algum combatente da milícia possa ter passaporte americano", disse.

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