As autoridades francesas alertaram para a presença desta embarcação suspeita, o iate "Louise", no Caribe, em maio passado, e ela foi interceptada em junho, em Southampton, quando se dirigia para Holanda. Aparentemente, a droga, procedente da América Latina, foi empacotada na embarcação quando ela se encontrava na Venezuela.
A polícia holandesa, que trabalhou em conjunto com a britânica e a francesa, prendeu o proprietário do barco, um homem de 60 anos, seus três filhos, de 34, 32 e 27 anos, e outros dois associados, ambos de 44 anos. A polícia também está procurando dois empresários em Antuérpia (Bélgica), onde confiscaram computadores.
O vice-diretor da SOCA Internacional, David Armond, afirmou que esta apreensão possui uma grande importância para a Europa. "A apreensão é um grande êxito no esforço internacional para combater o tráfico de cocaína, e realça o trabalho das organizações e as nações que estiveram envolvidas", declarou.
A cocaína encontrada é 90% pura, segundo os investigadores, e o preço de revenda da mercadoria está calculado em 342 milhões de euros. Gert Rip, promotor público da Procuradoria Nacional holandesa, disse que "40% de toda a cocaína trazida para a Europa é traficada usando rotas de contrabando a partir do Caribe". "A Venezuela geralmente é utilizada como um ponto de fornecimento para o mercado europeu", acrescentou.