Dezenas de ativistas, incluindo partidários de Julian Assange, proprietário do site WikiLeaks, foram detidos nesta quinta-feira durante um protesto diante da Casa Branca contra a guerra no Afeganistão. No momento em que o presidente americano, Barack Obama, apresentava um relatório sobre a guerra no Afeganistão, mais de 100 manifestantes - muitos militares veteranos - participaram de uma passeata até a Casa Branca aos gritos de "paz agora".
A polícia isolou parcialmente a área e deteve pessoas que violaram o perímetro de segurança. Daniel Ellsberg, um assessor do governo que em 1971 vazou documentos do Pentágono que revelavam planos dos EUA para a guerra do Vietnã, saudou Bradley Manning, o jovem soldado suspeito de ter enviado milhares de informações secretas da diplomacia americana ao site WikiLeaks.
Ellsberg previu que Obama intensificará a guerra no Afeganistão porque "os presidentes não gostam de admitir que erraram". "Parece que isto vai seguir indefinidamente, a menos que mais gente siga o exemplo de Bradley Manning, cujo valente ato de desobediência civil provavelmente lhe custará a prisão perpétua", destacou o ex-militar.
Polícia de Washington prende defensores do WikiLeaks
Partidários de Julian Assange e manifestantes contra guerra no Afeganistão protestaram na Casa Branca