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Polícia desbarata plano para queimar lares de refugiados na Alemanha

Ação resultou na prisão de 13 pessoas, no Sul do país

Ação resultou na prisão de 13 pessoas, no Sul do país
Ação resultou na prisão de 13 pessoas, no Sul do país Foto : Nicolas Armer / DPA / AFP / CP
A polícia alemã desbaratou nesta quinta-feira um plano para incendiar abrigos para refugiados, um sinal da hostilidade crescente com relação aos numerosos migrantes que continuam chegando à Europa pela Eslovênia e pelos Bálcãs. As autoridades do estado de Bamberg, no Sul da Alemanha, detiveram 13 membros de um movimento de extrema-direita suspeitos de planejar um incêndio contra dois lares que abrigam solicitantes de asilo, informou a justiça alemã.

Nos últimos dias, o governo alemão tinha advertido para o risco crescente de que ocorressem atos de violência contra os migrantes que continuam chegando ao país, diante da hostilidade crescente da opinião pública. A polícia reportou um aumento dos crimes contra albergues de refugiados, que vão de "danos materiais" à distribuição de "propaganda criminosa", um sinal de descontentamento diante da política da chanceler, Angela Merkel, de acolher os migrantes.

No sábado uma candidata à prefeitura de Colônia, no oeste da Alemanha, encarregada do alojamento dos migrantes foi ferida por um homem de extrema-direita. No domingo, ela foi eleita.

Apoio à Eslovênia

O comissário europeu de Migração, o grego Dimitris Avramopoulos, chegou nesta quinta-feira à Eslovênia para avaliar as necessidades deste pequeno país dos Bálcãs, que recebe milhares de migrantes por dia. O funcionário europeu prometeu à Eslovênia que terão assistência "técnica e financeira" para enfrontar o fluxo de migrantes.

Depois que a Hungria instalou cercas para frear a chegada de refugiados, a Eslovênia se tornou, ao lado da Sérvia da Croácia, em um dos principais países de passagem para os refugiados que querem chegar ao Norte da Europa.

A polícia eslovena anunciou nesta quinta-feira que 12.676 migrantes entraram no país nas últimas 24 horas, um recorde que supera, inclusive, as cifras registradas na Hungria durante o mês de setembro. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reconheceu "enormes problemas quase existenciais" que enfrenta um Estado de apenas 2 milhões de habitantes, porta de entrada ao espaço Schengen.