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Polícia detona explosivos em fazenda de atirador de Oslo

Anders Breivik foi preso por ataques que deixaram 76 mortos

Polícia detona explosivos achados em fazenda de extremista da Noruega
Polícia detona explosivos achados em fazenda de extremista da Noruega Foto : Reprodução/NRK/CP
A polícia norueguesa detonou explosivos que estavam guardados dentro da casa na fazenda alugada por Anders Behring Breivik, segundo a TV local NRK. Eles foi preso em flagrante pelos atentados da última sexta-feira, em Oslo, que deixaram 76 mortos.

O comandante de operações Frank Loop reconheceu que algumas partes da propriedade acabaram danificadas, mas explicou que não era seguro remover o material para detonação posterior. Outra grande quantidade de explosivos foi detonada em uma clareira nos arredores da fazenda.

Conforme a NRK, a polícia encontrou três toneladas de fertilizantes que, possivelmente, dariam origem a bombas. Breivik fazia as compras sob a justificativa de que estava cultivando diversos vegetais na fazenda.

O massacre

Anders Behring Breivik, de 32 anos, confessou ter executado o bombardeio no Centro de Oslo e ser o atirador do massacre em um acampamento de jovens na ilha de Utoeya, mas nega qualquer responsabilidade criminal. Em declarações à NRK, seu advogado disse ele foi motivado por um desejo de fazer uma revolução na sociedade norueguesa para derrotar as políticas de imigração liberal e a expansão do Islã.

Depois de detonar uma bomba que matou sete pessoas no centro administrativo de Oslo, Breivik executou um tiroteio em um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista, matando pelo menos 76: o maior massacre feito por um único atirador nos tempos modernos.

As motivações anti-miscigenação de Breivik se confirmam ao se levantar que estavam no acampamento muitos imigrantes ou filhos de imigrantes. O “público” parecia perfeito para o norueguês levar a cabo os planos que tinha, revelados com detalhes em um manifesto de 1.518 páginas publicado na internet em que até o Brasil era citado como exemplo do fracasso da "liberdade étnica".

Nos últimos anos, o governo da Noruega abriu as suas portas para refugiados em busca de asilo. Um dos sobreviventes do tiroteio, Kazemi Hussein, de 19 anos, pediu refúgio na Noruega há dois anos. O afegão ficou com feridas de bala nas duas pernas e no braço.

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