O corpo foi encontrado durante uma operação na casa do atirador, de 33 anos, que também morreu, provavelmente em um ato de suicídio após o ataque. "Estava em um galpão de Amrani, que ele utilizava entre outras coisas para cultivar maconha", declarou o procurador de Liege, Cedric Visart de Bocarmé.
De acordo com Bocarmé, o corpo encontrado é o de uma mulher de 45 anos, empregada doméstica de uma vizinha de Amrani, que foi assassinada pouco antes de Amrani seguir para a praça Saint-Lambert e abrir fogo. Ao que parece, o atirador convidou a empregada para a casa sob o pretexto de oferecer emprego e depois a agrediu e matou, segundo fontes policiais.
Nordine Amrani, que havia sido condenado várias vezes por diversos crimes, incluindo posse ilegal de armas, matou dois adolescentes de 15 e 17 anos e um bebê de 17 meses. Muitos feridos foram atingidos por estilhaços dos vidros destruídos pelas granadas lançadas por Amrani. Cinco feridos estão em estado grave, segundo o ministro do Interior, Joelle Milquet.
Ao meio-dia desta quarta-feira, a cidade de Liege fará um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do massacre que chocou os belgas. O rei da Bélgica Alberto 2º e a mulher Paola visitaram nessa terça-feira o local da tragédia, assim como o novo primeiro-ministro belga Elio Di Rupo.
Justiça belga reduz para quatro número de mortos no massacre de Liege
Quatro pessoas morreram no massacre dessa terça-feira em Liege, anunciou nesta quarta-feira a justiça belga, revisando para baixo o balanço inicial.
Entre as vítimas está a mulher encontrada nesta quarta-feira na casa de Nordine Armani, mas não uma idosa de 75 anos que havia sido incluída no balanço divulgado nessa terça-feira. Ela está hospitalizada em estado grave, anunciou o procurador federal da cidade, Daniele Reynders, em entrevista coletiva.
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