Conforme o secretário de Transporte, Juan Pablo Schiavi, muitas pessoas apresentam contusões, mas há casos complexos, com traumatismo de tórax. Fontes oficiais afirmaram que o trem entrou na estação a 20 km/h, com 2 mil passaseiros a bordo, e ficou sem freios. No choque contra a plataforma, alguns vagões ficaram sobre outros. Cenas da TV local mostraram o resgate do maquinista, preso entre os ferros retorcidos da locomotiva, entre outros feridos que eram transportados em macas.
"Há pessoas com fraturas e ensanguentadas. Os feridos são muitos", declarou um passageiro, que se identificou apenas como Ezequiel. "O trem estava muito cheio. O impacto foi tremendo. Eu vinha num vagão em que se pode viajar com bicicleta. As pessoas estavam desesperadas para sair", contou.
A linha ferroviária urbana Sarmiento opera com intensidade em uma distância de até 70 quilômetros e transporta diariamente a cerca de meio milhão de pessoas. Myriam, outra passageira, contou à rádio Plata o que aconteceu: "Estava com meus filhos de 6 e 4 anos. Em um piscar de olhos estávamos no chão. Nem sei como saímos". A investigação do incidente foi aberta, mas Mónica Slotauer, responsável pela limpeza da linha Sarmiento, afirmou que "os freios falharam por causa da falta de investimento" nesta linha férrea. Os trens utilizados pela empresa são da década de 1960.
O último acidente ferroviário ocorrido na Argentina aconteceu em 18 de dezembro passado, quando uma locomotiva se chocou contra um trem repleto de passageiros parado numa estação da periferia sul da capital, com um saldo de 17 feridos. Em 13 de setembro de 2011, nove pessoas morreram e 212 ficaram feridas no choque de dois trens e um ônibus numa passagem de nível do bairro metropolitano de Flores, a oeste, em um dos episódios mais graves dos últimos anos.
Veículo ficou bastante danificado com choque / Foto: Juan Mabromata / AFP