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Polícia Federal mexicana expulsa 10% de seu efetivo

Oficiais são suspeitos de cometer crimes ou violar o regulamento da instituição

A Polícia Federal mexicana destituiu 3,2 mil agentes, ou seja, 10% de seu contingente, suspeitos de cometer crimes ou violar o regulamento da instituição, anunciou nesta segunda-feira o diretor da PF, Facundo Rosas. Cerca de 1,5 mil outros serão destituídos em uma segunda etapa, anunciou o chefe da entidade, no momento em que a instituição tenta recuperar a sua imagem. Os policiais expulsos serão vigiados para evitar que adotem uma "conduta ilegal", acrescentou.

A PF não tem uma boa imagem junto à população e foi acusada em diversas oportunidades de "corrupção". Organizações de defesa dos Direitos Humanos a denunciaram por não ter protegido suficientemente os imigrantes clandestinos que vão aos Estados Unidos após o massacre de 72 deles descoberto na semana passada próximo a San Fernando, na fronteira americana, e atribuído à gangue dos Zetas.

Nos últimos anos, policiais foram presos no sul do México por terem participado ativamente de sequestros. Os ajustes de contas entre cartéis e seus confrontos com a polícia e o Exército deixaram 28 mil mortos desde a chegada do presidente Felipe Calderón ao poder, em dezembro de 2006, segundo dados oficiais.

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