A polícia haitiana abriu fogo contra um grupo de saqueadores neste domingo e matou pelo menos um deles no momento em que centenas de pessoas roubavam um mercado na devastada Porto Príncipe. O homem, com cerca de 30 anos, foi atingido por tiros na cabeça e teve sua mochila furtada na sequeência. Reforços policiais foram enviados à região com escopetas e rifles.
Segundo fontes humanitárias e do contingente da ONU, a distribuição de comida aos centenas de milhares de desabrigados pelo terremoto de terça-feira passada no Haiti enfrenta dificuldades por razões de segurança. Um homem acusado de roubo foi linchado por haitianos neste domingo. Ele foi atacado depois de moradores da cidade terem visto ele roubando alimentos.
"Os haitianos estão fazendo justiça com as próprias mãos. Não há cadeia e os criminosos estão à solta. As autoridades não estão dando conta", disse o professor Eddy Toussaint, que testemunhou a cena.
Os constantes tumultos durante as operações de distribuição de mantimentos fizeram com que as agências da ONU e o governo haitiano precisem de fortes contingentes de segurança durante as atividades. No Champ de Mars, uma enorme praça em frente ao palácio presidencial, uma equipe boliviana distribuiu hoje quatro mil litros de água. De seus 80 homens, dez se encarregavam da distribuição. Os outros 70 tinham como função manter a segurança e a ordem nas filas.
"Não anunciamos nunca o local onde vamos distribuir comida para evitar tumultos", declarou à Agência Efe o capitão Marco León Peña, do contingente boliviano da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti.
Exército dos EUA optou por lançar mantimentos de helicópteros
León Peña e outras testemunhas relataram cenas de caos e agressões durante operações de distribuição de comida. O Exército americano optou em algumas ocasiões por lançar os pacotes de comida de helicópteros. Em muitos pontos da capital haitiana, Porto Príncipe, é possível ver cartazes com mensagens como "SOS" ou "Ajuda" escritas em vários idiomas.
Polícia haitiana abre fogo contra saqueadores em Porto Príncipe
Pelo menos uma pessoa morreu