A decisão foi tomada pelo magistrado Walter Bento, da província de Mendoza, que designou um interventor para atuar na operadora, Enrique Anzoise, informou à justiça seu advogado, Ricardo Mastronardi. Anzoise chegou a ser agredido por empregados quando deixou o prédio da Cablevisión, um incidente logo controlado pela polícia.
Mastronardi explicou que o interventor "terá um prazo de 60 dias para analisar toda a documentação" e elaborar um relatório para o juiz de Mendoza, depois da denúncia do grupo de multimídia Vila-Manzano. Segundo um vomunicado do Cablevisión, a operação é "considerada sem precedentes, inscrevendo-se dentro de uma campanha sistemática de perseguição que o governo nacional realiza contra as empresas do Grupo Clarín".
A ação aconteceu num momento em que o Senado se prepara para votar uma lei polêmica que declara de interesse público o papel de jornal, que tem como único fabricante a Papel Prensa, controlada pelo Clarín (49% das ações) e La Nación (22,49%), os dois maiores da Argentina. O Estado possui uma participação de 28,08%.
O Grupo Clarín administra 60% do mercado da televisão a cabo em toda a Argentina e 90% na área da capital e periferia, que possui 14 milhões de habitantes, segundo o canal de notícias América 24.