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Polícia lança ofensiva contra irmãos Kouachi

Autoridades francesas enfrentam casos de reféns em gráfica e em mercado judeu

Polícia lança ofensiva contra irmãos Kouachi
Polícia lança ofensiva contra irmãos Kouachi Foto : Joel Saget / AFP / CP
A polícia francesa lançou um ataque contra os suspeitos do ataque a revista Charlie Hebdo. Explosões foram vistas no local os terroristas estão entrincheirados em Dammartin-en-Goëlezona, na industrial do nordeste de Paris. O ponto está cercado por franco-atiradores nos telhados, helicópteros sobrevoando a área. Funcionários das empresas locais estão escondidos e moradores trancados dentro de casa. Com ruas desertas, comércios fechados e acessos rodoviários bloqueados pela polícia, nenhum movimento é registrado entre os moradores da localidade. 




A pequena cidade de 8.000 habitantes, situada perto do aeroporto internacional Charles de Gaulle de Roissy, está mergulhada na neblina, na tensão e na incerteza. Os irmãos Said e Cherif Kouachi, identificados pelas autoridades como os responsáveis pelo ataque contra Charlie Hebdo que deixou 12 mortos na quarta-feira, fizeram um refém numa gráfica dessa zona industrial.

O terror se instalou em Paris. Desde a última quarta-feira, quando dois terroristas invadiram a sede da revista satírica Charlie Hebdo armados de fuzis e um lança-foguetes e dispararam contra funcionários, matando os principais jornalistas do periódico e dois policiais, quando fugiam.

Os irmãos Said e Cherif Kouachi, acusados do massacre na revista satírica Charlie Hebdo, fazem parte de um grupo de jovens muçulmanos franceses doutrinados nos anos 2000 em Paris. Ambos estiveram vinculados à chamada rede de Buttes-Chaumont, o nome de um parque do Norte da capital francesa, onde os integrantes faziam exercícios físicos e recrutavam combatentes para a jihad ("Guerra Santa") no Iraque.

Simultaneamente, no leste de Paris um mercado judeu, perto de Porte de Vincennes, foi invadido por pelo menos m homem que mantém cinco pessoas como reféns. Segundo fontes ligadas a agência AFP, ao menos duas pessoas foram mortas no tiroteiro registrado. A informação é negada pelo governo francês.

Segundo o Wall Street Journal, o homem que invadiu o mercado judaico exigiu o fim do cerco aos irmãos Kouachi para libertar os cinco reféns. AFP divulgou que o sequestrador conheceu ao menos um dos suspeitos do atentado contra a revista Charlie Hebdo, informou uma fonte à AFP.