A pequena cidade de 8.000 habitantes, situada perto do aeroporto internacional Charles de Gaulle de Roissy, está mergulhada na neblina, na tensão e na incerteza. Os irmãos Said e Cherif Kouachi, identificados pelas autoridades como os responsáveis pelo ataque contra Charlie Hebdo que deixou 12 mortos na quarta-feira, fizeram um refém numa gráfica dessa zona industrial.
O terror se instalou em Paris. Desde a última quarta-feira, quando dois terroristas invadiram a sede da revista satírica Charlie Hebdo armados de fuzis e um lança-foguetes e dispararam contra funcionários, matando os principais jornalistas do periódico e dois policiais, quando fugiam.
Os irmãos Said e Cherif Kouachi, acusados do massacre na revista satírica Charlie Hebdo, fazem parte de um grupo de jovens muçulmanos franceses doutrinados nos anos 2000 em Paris. Ambos estiveram vinculados à chamada rede de Buttes-Chaumont, o nome de um parque do Norte da capital francesa, onde os integrantes faziam exercícios físicos e recrutavam combatentes para a jihad ("Guerra Santa") no Iraque.
Simultaneamente, no leste de Paris um mercado judeu, perto de Porte de Vincennes, foi invadido por pelo menos m homem que mantém cinco pessoas como reféns. Segundo fontes ligadas a agência AFP, ao menos duas pessoas foram mortas no tiroteiro registrado. A informação é negada pelo governo francês.
Segundo o Wall Street Journal, o homem que invadiu o mercado judaico exigiu o fim do cerco aos irmãos Kouachi para libertar os cinco reféns. AFP divulgou que o sequestrador conheceu ao menos um dos suspeitos do atentado contra a revista Charlie Hebdo, informou uma fonte à AFP.