A marcha saiu da Praça Brión de Chacaíto, pela manhã, no leste da capital, e tinha como objetivo entregar um documento ao Ministério Público para pedir a libertação 243 estudantes presos na semana passada. Segundo a imprensa local e informações publicadas por entidades estudantis venezuelanas no Twitter, o documento também pede o “fim da repressão” por parte da polícia na dispersão dos protestos no país.
Na quinta-feira, é esperada a chegada da comissão de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). A oposição suspendeu os diálogos após a prisão de estudantes na semana passada e informou que entregará um balanço da ação policial na ocasião.
O presidente Nicolás Maduro acoselhou a oposição a não resistir aos diálogos, pois representa uma má influência de grupos radicais da direita no país.
O Ministério Público venezuelana investiga denúncias de violações de direitos humanos na repressão aos protestos e admite que abusos foram cometidos. O governo, no entanto, alega que está reprimindo somente atos de vandalismo que afetam a "institucionalidade" e a ordem pública no país.