As forças de segurança reprimiram com bombas de gás lacrimogêneo neste domingo uma manifestação dos seguidores do presidente deposto Manuel Zelaya na localidade hondurenha de San Pedro Sula (norte).
Segundo cálculos da AFP, cerca de 2.000 pessoas pertencentes à Frente da Resistência contra o Golpe de Estado se manifestavam de forma pacífica para reclamar a liberdade e a volta de Zelaya quando a polícia começou a jogar água contra elas.
A forte presença policial cercou os manifestantes no Parque Central da capital econômica do país.
Este é o primeiro incidente que acontece na jornada eleitoral hondurenha.
A Frente da Resistência convocou na sexta-feira um "toque de recolher popular" neste domingo para que os hondurenhos não votassem nas eleições e evitassem sofrer a repressão por parte das forças sob comando do governo de fato, anunciou um dos dirigentes do grupo.
"Fazemos um chamado para o toque de recolher das seis da manhã às seis da tarde de domingo para que ninguém saia para votar e para que não seja reprimido", afirmou à AFP o coordenador da Frente, Juan Barahona.
Depois do golpe de Estado, Micheletti, impôs toques de recolher de até sete horas diárias por mais de dois meses para frear as manifestações de rua da Frente exigindo a restituição do presidente deposto.
Mais de 30 artefatos explodiram desde o golpe de Estado em diferentes prédios públicos e privados, incluindo meios de comunicação, em atos atribuídos pelas autoridades aos seguidores de Zelaya.
Cerca de 30.000 militares e policiais foram mobilizados pelo regime de Micheletti para distribuir o material eleitoral e garantir a segurança nos locais da eleição.
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