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Polícia é mobilizada ao redor do Tribunal Constitucional em escalada da crise na Polônia

Mobilização ocorre após suspensão do presidente da corte em meio a confronto entre governo de centro e direita nacionalista

Polícia é mobilizada ao redor do Tribunal Constitucional em escalada da crise na Polônia
Polícia é mobilizada ao redor do Tribunal Constitucional em escalada da crise na Polônia Foto : Ludovic Marin / AFP / CP

A polícia foi mobilizada na noite desta sexta-feira no entorno do Tribunal Constitucional, em Varsóvia, após o anúncio da suspensão do presidente da corte, em meio a um confronto entre a direita nacionalista, responsável por sua nomeação, e o atual governo de centro.

Dezenas de policiais antimotim impediam o acesso ao prédio de numerosos apoiadores do partido nacional-conservador Lei e Justiça (PiS, oposição), que há semanas realizavam manifestações em defesa dos juízes da mais alta corte diante do governo, constatou um jornalista da AFP.

O governo de Donald Tusk quer forçar a saída dos magistrados. O presidente da República, o nacionalista Karol Nawrocki, anunciou que havia interrompido um voo com destino ao Senegal para retornar urgentemente a Varsóvia.

Considerado pela União Europeia excessivamente dependente do poder político, o Tribunal Constitucional tem sido um dos principais pontos de discórdia entre Bruxelas e os nacionalistas.

Desde que voltou ao poder, em 2023, Donald Tusk, ex-presidente do Conselho Europeu, promete resolver a crise. Até agora, sem sucesso, já que o chefe de Estado bloqueia as indicações de seu governo para a corte.

"Restabelecer o Estado de Direito é nosso dever", declarou Tusk na rede social X.

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Suspensão de presidente do tribunal

A juíza Anna Korwin-Piotrowska anunciou a suspensão das funções do polêmico presidente do tribunal, Bogdan Swieczkowski.

O ministro da Justiça e procurador-geral anunciou, em entrevista coletiva, que solicitou o levantamento da imunidade de Swieczkowski e também de seu vice, Bartlomiej Sochanski.

Por enquanto, a situação é de confusão.

Na noite desta sexta-feira, não era possível acessar o site do tribunal, mas, em sua conta oficial, a corte denunciou um "golpe de Estado".

A publicação afirma que o presidente Swieczkowski continua no exercício de suas funções e ressalta que Korwin-Piotrowska não pode assumir interinamente o cargo, pois não prestou juramento perante o presidente da República.

"Traidor Tusk!", gritavam os apoiadores do PiS diante do tribunal, constatou a AFP.

De volta à capital, Nawrocki se reuniu com Swieczkowski e com o primeiro presidente do tribunal, Zbigniew Kapinski, no Palácio Presidencial. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais medidas que possam ser adotadas.