Segundo a jornalista Yemina Castellino, os agentes em greve "estão armados" e a polícia militar "entrou na Casa de Governo para proteger as autoridades, entre elas a governadora, uma aliada da presidente Cristina Kirchner". Os policiais grevistas exigem um salário de 13 mil pesos (2 mil dólares), enquanto as autoridades oferecem 7.900 pesos (1,2 mil dólares), proposta que é rejeitada.
Para ter acesso à sede do governo, os policiais militares utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, informou Castellino. "Trata-se de uma exigência legítima e estamos trabalhando para chegar a uma solução. Vamos resolver isto com consenso", disse Gabriel Gastaminza, ministro de Coordenação do Gabinete, Segurança e Trabalho de Neuquén.
Na província de Rio Negro, policiais e familiares saíram às ruas, enquanto seus líderes negociam com os representantes do governo. Na quarta-feira, a província de Córdoba foi sacudida por uma onda de saques que deixou dois mortos, centenas de feridos e 52 detidos, exatamente quando três mil de policiais estavam paralisados para exigir melhores salários.
Assista às imagens do confronto divulgadas pelo jornal argentino Clarin: