As detenções foram relacionadas às manifestações contra o governo. Nos últimos 18 dias, os protestos são diários no país: quatro pessoas morreram, mais de 5 mil ficaram feridas e houve cerca de 600 detenções.
Nesta terça, os policiais detiveram 90 integrantes do Partido Socialista dos Oprimidos (ESP). A polícia turca também revistou as instalações do jornal Atilim e da agência de notícias Etkin, que são apontados como próximos do ESP. Na rede social Twitter, o deputado Sirri Surreya Onder anunciou ter assistido à detenção do vice-presidente do ESP, Alp Altinors.
De acordo com a lei turca, a polícia pode manter os suspeitos em prisão provisória por quatro dias, até que a Justiça defina sobre uma eventual acusação ou pela liberdade. O Ministério da Justiça da Turquia elabora um projeto de regulamentação de criminalidade na internet para limitar o papel das redes sociais na difusão de apelos de manifestação contra o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Os manifestantes reclamam do autoritarismo do governo de Erdogan e também da construção de um centro comercial no Parque Gezi, em Istambul. Os protestos se concentram na Praça Taksim, que virou símbolo das contestações, mas por vezes estendem-se às principais cidades do país.