O tribunal solicitou ao mufti da república Ali Gomaa que confirmasse o veredicto, tal como estipula a lei. O mufti, encarregado do governo de interpretar a lei islâmica, raramente vai contra as decisões da justiça. Segundo o balanço oficial, 846 pessoas morreram durante a revolta, entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro, e milhares de pessoas ficaram feridas.
O ex presidente Mubarak está atualmente em prisão preventiva num hospital de Sharm el Sheij, próximo do Mar Vermelho, enquanto a repressão da revolta está sendo investigada. O antigo ministro do Interior, Habib el Adli, e outros seis responsáveis estão sendo julgados por ter ordenado disparos contra os manifestantes.