O marechal Sisi, agora na reserva, comanda o país desde que destituiu em 3 de julho de 2013 o islamista Mohamed Mursi, único presidente eleito democraticamente no Egito. Sisi tem grande popularidade no país desde que comandou a repressão implacável aos partidários de Mursi, em particular a Irmandade Muçulmana.
As zonas eleitorais abriram às 9h (3h de Brasília) e muitas filas eram observadas no Cairo, com homens e mulheres em espaços separados. A votação prosseguirá até terça-feira.
Analistas consideram que Sisi terá uma ampla vitória contra o único rival, o líder de esquerda Hamden Sabahi. O marechal da reserva encarna para muitos egípcios a mão firme que devolverá a estabilidade ao país, após três anos de "caos" e de crise econômica posteriores à revolta de 2011, que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak.
Os ativistas dos direitos humanos consideram, no entanto, o atual governo egípcio, dirigido de fato pelo exército, mais autoritário que o regime de Mubarak.