Um porta-aviões nuclear norte-americano, que chegou na sexta-feira a Porto Príncipe, começou nesta segunda-feira a fornecer aos haitianos água potável, produzida em grande quantidade a bordo. Hoje à tarde, um primeiro helicóptero carregado com cerca de 700 litros de água dessalinizada decolou com destino ao Haiti.
O imenso navio é equipado com quatro unidades de dessalinização. A bordo, a água do mar é separada do sal por destilação. Graças à energia produzida por seus reatores nucleares, a água é aquecida até evaporar e o vapor da água condensada é recuperado por meio do resfriamento.
Segundo o capitão Bill McKinley, oficial responsável pelo reator nuclear do navio, "as quatro unidades de destilação podem produzir, cada uma, 100 mil galões (378 mil litros) de água doce por dia".
De acordo com o capitão, "atualmente há uma produção excedente diária de 100 mil a 150 mil galões em relação às necessidades" da tripulação, que poderão ser distribuídos aos moradores de Porto Príncipe, que sofrem de sede e fome, ameaçados por uma imensa catástrofe sanitária.
Cerca de 84 mil garrafões de pouco mais de cinco litros (de capacidade total de cerca de 1,6 milhão de litros) foram levados da base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba, para o navio de guerra.
O porta-aviões norte-americano não será o único a fornecer água doce para o povo haitiano. Aguardado para esta segunda-feira em Porto Príncipe, o navio anfíbio Bataan, além de levar 2,2 mil marines para o país, transporta também quatro unidades de purificação de água.
Retardada por diversos problemas logísticos, a ajuda internacional chegava a conta-gotas nesta segunda-feira às vítimas do tremor de terra, de acordo com o governo do Haiti.
Porta-aviões americano abre comportas de água potável no Haiti
A bordo, a água do mar é separada do sal por destilação