"Vai se posicionar ao longo da ilha de Samar para começar a avaliar os danos e dar apoio logístico e de emergência", declarou em um comunicado o comandante da embarcação, o contra-almirante Mark Montgomery.
O porta-aviões também transporta água e medicamentos para as vítimas do tufão.
Dez mil mortos
As Nações Unidas afirmaram que o tufão pode ter provocado 10 mil mortes apenas na cidade de Tacloban, capital da província de Leyte, uma das mais devastadas. Mais de 10 milhões de pessoas, 10% da população do país, foram afetadas pelo tufão e pelo menos 660 mil filipinos perderam as casas.
As autoridades não conseguem enfrentar a magnitude do trabalho para dar abrigo e fornecer água, comida e medicamentos aos sobreviventes. Muitos tentam fugir da região. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também fez um apelo para arrecadar 24 milhões de dólares para ajudar em caráter de emergência a agricultura e a pesca, dois setores devastados pelo tufão.
Em um comunicado divulgado em Roma, sede da entidade, a FAO anunciou que "fará o possível para apoiar o governo das Filipinas no processo de reconstrução e para gerar resiliência". A nota é assinada pelo diretor da organização, o brasileiro José Graziano da Silva.