"Seguimos sendo poderosos", garantiu o porta-voz. Ele acrescentou que os filhos de Kadhafi "assumem seu papel na defesa e sacrifício" por seu país. Funcionários do governo provisório dos insurgentes afirmaram que figuras importantes do regime voaram com Seif al-Islam, filho mais proeminente de Kadhafi, para a cidade de Sabha, extremo sul do país, ainda nas mãos dos fiéis ao regime. Dois outros filhos de Kadhafi, Saadi e Mutassim, também estariam Bani Wali, outro forte reduto do regime.
Rebeldes alertaram nesta segunda-feira para o risco que civis estão correndo na cidade de Bani Walid. Testemunhas avistaram membros do governo parcialmente deposto atravessam a fronteira. Entre eles estaria o chefe da segurança interna de Kadhafi, Mansur Daw.
Kamal Hodeisa, ministro da Defesa, afirmou que rebeldes "se moverão caso haja um ato de agressão por parte das forças de Kadhafi dentro de Bani Walid ou se eles atacarem civis". "Há um debate entre rebeldes sobre se devemos ir adiante, mas acho que no final das contas eles respeitarão o prazo", disse, referindo-se a uma trégua até 10 de setembro para tentar negociar a rendição dos últimos baluartes pró-Kadhafi.
Abdullah Kenshil, negociador do novo governo líbio, disse que civis estavam sendo feitos reféns no centro da cidade, em prédios administrativos e em cinco ou seis vilarejos. "Os soldados de Kadhafi também fecharam os portões da cidade e não estão deixando as famílias saírem", disse. "Isso nos preocupa, nós não queremos matar civis nos ataques".
Negociações para a rendição de Bani Walid, sudeste de Trípoli, terminaram no domingo, mas ainda havia algum movimento no frente nesta segunda-feira, apesar das preocupações de que famílias locais poderiam ser usadas como escudos humanos. O comandante operacional Abdulrazzak Naduri disse a jornalistas em Shishan, norte de Bani Walid, que o Conselho Nacional de Transição (CNT) "não quer mais derramamento de sangue".