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Prédio do complexo residencial de Kadhafi é destruído por míssil

Fortes explosões sacodem Trípoli, enquanto Pentágono anuncia danos severos na defesa líbia, mas nega vítimas civis

Prédio do complexo residencial de Kadhafi é destruído por míssil
Prédio do complexo residencial de Kadhafi é destruído por míssil Foto : ECPAD / ADJ WEYER / AFP / CP
Um prédio administrativo do complexo residencial do líder líbio, Muammar Kadhafi, foi atingido por um míssil. Os ataques no bairro de Bab el Aziziya, em Trípoli foram constatados pela agência AFP no local.

Segundo o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, trata-se de um prédio adminstrativo. A construção, situada a cerca de 50 metros da tenda onde Khadafi costuma receber seus convidados importantes, foi totalmente destruída.

Fortes explosões sacudiram a capital líbia na noite deste domingo (horário local). Uma coluna de fumaça era visível sobre o bairro do quartel-residência do ditador desde cedo. Os tiros do fogo antiaéreo riscavam o céu.

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As baterias antiaéreas já haviam disparado sobre a zona da residência de Kadhafi, por volta das 15h15min de Brasília, quando ocorreram fortes detonações. No sábado, a defesa antiaérea também foi ativada na região de Bab al Aziziya.

Pentágono anuncia resultados da ofensiva
e nega vítimas civis

A capacidade de defesa antiaérea líbia foi "severamente atingida" pelos ataques de aviões e mísseis da coalizão, informou neste domingo um alto oficial do Pentágono. "Os ataques foram muito eficazes e atingiram fortemente a defesa antiaérea do regime" de Muammar Kadhafi, afirmou o vice-almirante Bill Gortney, em entrevista coletiva.

A principal ameaça contra aviões americanos, britânicos e franceses que no momento atuam na Líbia é constituída por mísseis terra-ar SA-5, mas "a capacidade (das forças pro-Kadhafi) para lançá-los foi fortemente reduzida". As forças líbias também não mostram mais sinal de atividade de radar - para detectar os aviões inimigos - sobre suas posições de defesa antiaérea, destacou o almirante.

Apenas no sábado, Estados Unidos e Grã-Bretanha lançaram 124 mísseis Tomahawk. A destruição da capacidade antiaérea era fundamental para o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, como prevê a resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na mesma entrevista, o almirante Gortney revelou que "não há indícios de vítimas civis" nas regiões da Líbia atacadas por aviões e mísseis da coalizão. No sábado, a TV estatal líbia informou que vários "alvos civis" foram bombardeados nas cidades de Trípoli, Misrata, Zuara e Benghazi, incluindo o hospital de Bir Osta Miled, 15 km a leste da capital.


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