À meia-noite dessa quinta-feira em Honduras - 3h em Brasília - terminou o prazo fixado pelo presidente deposto Manuel Zelaya para o fim das negociações em busca de uma solução para a crise política no país. Os representantes de Zelaya e do governo atual não chegaram a acordo.
A comissão que representa o presidente deposto anunciou que decidiu estender até as 12h - 15h em Brasília - o prazo dado ao governo atual para que apresente proposta que encerre o impasse.
O presidente de fato, Roberto Micheletti, já deixou claro que não aceita acordo que inclua a volta de Zelaya ao poder. Ele defende que essa decisão seja da Suprema Corte, que determinou a deposição de Zelaya em 28 de junho. Sem consenso, a resistência ameaça boicotar as eleições marcadas para 29 de novembro e dar continuidade aos protestos.
Ao chegar à Bolívia para a reunião da Aliança Bolivariana da América (Alba), a ministra das Relações Exteriores de Zelaya, Patricia Rodas, defendeu mais sanções comerciais e financeiras contra o governo golpista.
Prazo para acordo em Honduras é estendido
Previsão inicial era de que solução fosse tomada até a meia-noite