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Prefeita de povoado do México é assassinada à queima-roupa

Gisela Mota tinha 33 anos e tomou posse 24 horas antes de ser assassinada

Prefeita fazia parte do do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda
Prefeita fazia parte do do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda Foto : Pedro Pardo / AFP / CP
Um comando armado assassinou, neste sábado, a prefeita de Temixco, um povoado do estado mexicano de Morelos (centro) fortemente afetado pelo crime. A prefeita Gisela Mota, de 33 anos, tomou posse 24 horas antes de ser morta. 

O governador de Morelos, Graco Ramírez, confirmou o "atentado" contra a prefeita Gisela - ambos do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda. Ramírez classificou o assassinato como um "desafio da criminalidade" e garantiu que já estão detidos os suspeitos de terem cometido o crime. 

Fontes da polícia disseram que Gisela foi assassinada à queima-roupa por vários indivíduos armados. O bando invadiu sua casa e abriu fogo. Mais tarde, o governo de Morelos divulgou um comunicado mais detalhado, relatando que a polícia conseguiu "abater dois e prender uma dupla de suspeitos pelo atentado". 

Temixco é um dos municípios com mais alto índice de criminalidade (comum e organizada) de Morelos, estado assolado por grupos criminosos ligados a tráfico de drogas, sequestro e extorsão. Muitas vezes, os bandidos operam com a conivência das autoridades.

Um desses grupos é o cartel Guerreros Unidos, que teria cometido, segundo a Procuradoria Geral, o assassinato dos 43 estudantes desaparecidos no estado vizinho de Guerrero, em setembro de 2014. O governador Ramírez prometeu que "não haverá impunidade" pelo homicídio de Gisela, ocorrido em meio a uma batalha política em Morelos que afeta o funcionamento das polícias locais.