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Prefeito de Caracas é transferido da prisão para clínica médica

Antonio Ledezma precisa passar por procedimento cirúrgico

Mitzy Capriles, mulher de Ledezma, revelou no Twitter que o político foi examinado nessa sexta-feira
Mitzy Capriles, mulher de Ledezma, revelou no Twitter que o político foi examinado nessa sexta-feira Foto : Federico Parra / AFP / CP
O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, preso desde fevereiro acusado de conspiração contra o governo venezuelano, foi transferido neste sábado para um hospital onde será operado, segundo informou o serviço de imprensa de seu partido. "O prefeito Ledezma foi transferido às 02h30min (04h de Brasília) na clínica de urologia San Román (no leste de Caracas)", assegurou um porta-voz.

Nessa sexta-feira, a Promotoria da Venezuela solicitou a permissão para que o prefeito fosse levado a uma clínica para intervenção cirúrgica. Mitzy Capriles, mulher de Ledezma, revelou no Twitter que o político foi examinado por seu médico e "dois médicos do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência)", que concordaram com o "diagnóstico de hérnia com a necessidade de tratamento cirúrgico o mais rápido possível".

Ledezma, um dos principais opositores ao governo do presidente Nicolás Maduro, foi detido em seu gabinete no leste de Caracas, no dia 19 de fevereiro, por funcionários de Inteligência, sendo levado para a prisão militar de Ramo Verde, 30 km da capital, por "supostamente apoiar grupos que pretendiam desestabilizar o país através de ações violentas". Na mesma prisão se encontra desde fevereiro de 2014 o líder opositor radical Leopoldo López, acusado de promover os protestos que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio do ano passado.

Nessa terça-feira, o Congresso espanhol aprovou uma resolução pedindo a "libertação imediata" de López e Ledezma, assim como de outros políticos detidos no país. No mesmo dia, o Senado chileno concordou em "solicitar a liberdade condicional para todos os presos políticos da Venezuela, todos que por serem representantes democráticos ou por pensar diferente estão privados de sua liberdade".