A prefeitura de Nice, cidade francesa atingida em julho por um atentado em que que 85 pessoas morreram, anunciou nesta sexta-feira que proibiu o burkini em suas praias, seguindo o exemplo de outras cidades costeiras apesar da polêmica provocada pela medida.
Após Cannes, que proibiu o traje em 28 de julho, várias localidades do sudeste, mas também do norte da França, emitiram ordens contra o uso da vestimenta de banho, que oculta todo o corpo, menos o rosto, as mãos e os pés. "A ocultação integral do rosto ou trajar uma roupa de corpo integral para ir à praia não corresponde ao nosso ideal de relação social", escreveu Christian Estrosi em seu comunicado ao executivo francês.
O primeiro-ministro Manuel Valls considerou na quarta-feira que o surgimento recente do burkini era "a tradução de um projeto político, de contra-sociedade, baseado na escravidão da mulher". Ele afirmou que "compreende" e "apoia" os prefeitos de estações balneárias como Cannes que, em um contexto de atentados jihadistas e aumento das tensões inter-religiosas, proibiram este traje.
O Coletivo contra a Islamofobia na França anunciou que ia contestar na justiça todas as decisões municipais que proíbam o uso do burkini.
Prefeitura de Nice proíbe uso de burkinis
Cidade francesa seguiu exemplo de outros municípios costeiros