Andy Coulson foi diretor do jornal entre 2003 e 2007 – época em que ocorreram as interceptações. Ele chegou a ser preso no último dia 8, mas foi liberado após pagar fiança. Mais de 4 mil pessoas – entre atores, atletas, políticos, membros da família real, familiares de vítimas de atentados e de soldados britânicos mortos no Afeganistão – tiveram ligações telefônicas grampeadas.
Até mesmo o primo do brasileiro Jean Charles de Menezes – morto em 2005 pela polícia de Londres – chegou a ter seus telefonemas interceptados.
Cameron afirmou no Parlamento, reunido em caráter de urgência por causa do escândalo, que a responsabilidade pela contratação de Coulson foi decisão sua, mas lamenta “todo o furor causado”.
Cameron admitiu que o caso afetou a confiança na imprensa, na polícia e nos políticos, e por isso uma investigação “robusta” será realizada. A oposição trabalhista, no entanto, não achou que as explicações do primeiro-ministro foram suficientes.