De acordo Thabane, o exército teria tomado o controle do quartel-general da polícia e interferido nas emissões radiofônicas do país, caracterizando um golpe de Estado. "Fui afastado do poder não pelo povo, mas pelas forças armadas, e isso é ilegal", declarou à rede BBC, acrescentando que fugiu para a África do Sul temendo pela sua vida.
À rede sul-africana ANN7, Ntele Ntoi, descartou o golpe. “Não houve, nem nunca haverá um golpe em Lesoto realizado pelos militares". Segundo ele, o exército se lançou em uma operação para desarmar a polícia que, segundo informações reunidas por seus serviços, preparava-se para armar alguns partidos políticos em Lesoto.
“Para evitar um banho de sangue, a liderança das Forças Armadas de Lesoto tomou de forma deliberada a decisão de fazer o exército intervir, em particular em duas delegacias de polícia da capital, Maseru. Todas as armas armazenadas foram confiscadas. Os militares voltaram aos quartéis e tudo está bem em Lesoto neste momento”, explicou o porta-voz.
Um fotógrafo que trabalha para a AFP confirmou ter escutado disparos no início da manhã e afirmou que soldados em maior número que de costume patrulhavam a cidade naquela hora. A situação do Lesoto é seguida de perto pela África do Sul, que o cerca completamente e precisa da água e da eletricidade produzida em suas montanhas.