Depois dessa pergunta, em um ato eleitoral na cidade de Malatya nessa quinta-feira, Erdogan, dado como vencedor nas eleições presidenciais de 10 de agosto, se referiu a Zaman sem dizer seu nome. "Uma militante disfarçada de jornalista, uma mulher sem-vergonha". Lembre-se de qual é o seu lugar. A você foi dada uma caneta para escrever em um jornal, e insulta uma sociedade de 99% de muçulmanos", afirmou o primeiro-ministro.
Em um comunicado, a The Economist disse que a "intimidação de jornalistas não tem cabimento em uma democracia. Com Erdogan, a Turquia se converteu num lugar cada vez mais difícil para o jornalismo independente. "O vice-primeiro-ministro Bulent Arinç também afirmou há algum tempo que "uma mulher não deve rir alto em público", o que também causou polêmica num país basicamente muçulmano, mas onde o Estado é laico. O candidato da oposição Ekmeleddin Ihsanoglu criticou Arinç, afirmando: "Precisamos ouvir a risada alegre das mulheres".