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Premier antecipa retorno à Itália após atentado e terremoto

Mario Monti estava nos Estados Unidos para reunião de cúpula da Otan

Premier antecipa retorno à Itália após atentado e terremoto
Premier antecipa retorno à Itália após atentado e terremoto Foto : Giuseppe Cacace / AFP / CP
O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que está nos Estados Unidos para a reunião de cúpula da Otan, antecipou seu retorno à Itália, após o atentado e terremoto que abalaram aquele país, informaram neste domingo fontes oficiais.

Monti retornará amanhã à Itália, "devido ao evento trágico ocorrido em Brindisi e ao terremoto em Emilia Romaña", anunciaram as fontes, citando o atentado de ontem contra uma escola e o terremoto que atingiu hoje a região de Ferrara.

O premier manifestou solidariedade aos parentes das vítimas de ambas as tragédias, e anunciou que, na próxima terça-feira, o governo irá declarar estado de emergência na região afetada pelo terremoto.

O nordeste da Itália, região entre as mais industrializadas e povoadas do país, foi despertado na madrugada deste domingo por um forte terremoto, que causou a morte de seis pessoas, deixou dezenas de feridos e destruiu fábricas e monumentos históricos da região de Ferrara.

O abalo foi registrado às 4h04min locais, com magnitude revisada de 5,9 para 6 e epicentro a cinco quilômetros de profundidade, em Finale Emilia, 36 quilômetros ao Norte de Bolonha, na província de Modena.

Entre as vítimas estão quatro operários que pernoitavam fábricas. Um deles era um marroquino de 29 anos, que morreu no desabamento de um galpão de uma fábrica de poliestireno, em Ponte Rodoni di Bondeno, Modena.

Outros dois eram italianos que trabalhavam em uma fábrica de cerâmica em San'Agostino, Ferrara, uma das localidades mais afetadas. O corpo de um quarto operário foi encontrado por bombeiros entre os escombros da fábrica Tecopress, em Ferrara.

Outras duas pessoas - uma mulher de mais de 100 anos e uma alemã de 37 - morreram de enfarte provocado pelo pânico. Cinquenta pessoas ficaram feridas na região de Ferrara, nenhuma gravemente. "Sentia a casa tremer, os móveis se mexiam, objetos caíam, as pessoas corriam como loucas", contou Claudio Bignami, pensionista que mora em San Carlo, nos arredores de Ferrara.

"Senti muito medo", desabafou Alda Bregoli, também pensionista. "Não posso, nem quero, entrar em casa." O patrimônio cultural da região sofreu "danos notáveis", segundo uma nota divulgada pelo Ministério dos Bens Culturais, que registrou desabamentos e rachaduras em igrejas importantes de Ferrara.

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