Al Assad agradeceu o apoio do presidente da Rússia Vladimir Putin. Ele se referiu aos esforços de Putin para impedir a operação armada na Síria, como defendem os Estados Unidos, com o apoio do Reino Unido e da França. A informação foi dada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria (equivalente ao das Relações Exteriores), Walid Al Muallem.
Na semana passada, durante a Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais), na qual estavam presentes os principais líderes políticos do mundo, o presidente russo condenou a ação militar na Síria e disse que a operação deveria ter a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Síria conta ainda com o apoio da China, do Irã e da Venezuela.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu a dificuldade em obter a autorização do Congresso norte-americano para a intervenção militar na Síria. Ele alega que a operação deve ocorrer em reação aos ataques químicos que mataram mais de 1 mil pessoas. Segundo Obama, o governo Assad coordenou os ataques.
Confronto poderia ser evitado
O secretário americano de Estado, John Kerry, disse nesta segunda que Al-Assad poderia evitar um ataque americano entregando suas armas químicas em uma semana, mas que não o fará.
Kerry participava de uma coletiva de imprensa em Londres com seu colega britânico William Hague quando foi perguntado se Assad poderia evitar um ataque americano. "Certamente, poderia entregar à comunidade internacional até a última de suas armas químicas na próxima semana", disse Kerry.