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Presidência brasileira no G20 tem ênfase no papel das políticas públicas, diz Vieira

Ministro das Relações Exteriores disse ainda que é essencial superar a percepção do Estado como 'mero prestador eficiente de serviços'

Presidência brasileira no G20 tem ênfase no papel das políticas públicas, diz Vieira
Presidência brasileira no G20 tem ênfase no papel das políticas públicas, diz Vieira Foto : Flavia Passos / MRE / Divulgação / CP

O ministro das Relações Exteriores e coordenador do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do G20, Mauro Vieira, afirmou que a presidência brasileira no G20 tem colocado ênfase no papel das políticas públicas como principal motor para promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Como exemplo, o chanceler citou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que, frisou, vai integrar um conjunto de políticas públicas domésticas que provaram ser bem-sucedidas em países em desenvolvimento. 'A Aliança buscará incorporar políticas de transferências de renda, programas de alimentação escolar, apoio à agricultura familiar, sistemas de cadastro único para pessoas e famílias de baixa renda e mecanismos de seguridade social.'

Vieira disse ainda que é essencial superar a percepção do Estado como 'mero prestador eficiente de serviços' e recuperar a sua função de 'articulador das diversas forças e setores da sociedade'. 'Além de ampliarmos a nossa capacidade de cooperação interestatal, é preciso também repensar o papel do Estado, que deve estar capacitado para fazer frente a esses desafios e crises, bem como para tratar novos e emergentes temas', disse.

Financiamento externo

Mauro Vieira, disse que a presidência do Brasil no grupo está empenhada em aperfeiçoar a coordenação de fontes de financiamento internacional com as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento. Na abertura do evento State of the Futures, paralelo à reunião do encontro ministerial do Desenvolvimento do G20, realizado no Rio de Janeiro, o chanceler disse que os países enfrentam, atualmente, diversas crises que se agravam mutuamente. 'Suas soluções requerem mais cooperação internacional', afirmou.

Entre os desafios mais urgentes, citou a fome, a pobreza, a pobreza e a desigualdade; os conflitos armados, com consequências humanitárias; os retrocessos nos padrões de vida em muitas regiões do mundo; a inflação alta nos países ricos e seu impacto para as taxas de juros e para o investimento em economias em desenvolvimento; a crise da dívida pública nos países pobres; a alta volatilidade nos preços de alimentos e energia; e a crise climática.

De acordo com o ministro, para o Brasil, é preciso trazer de volta ao centro da agenda internacional a temática do desenvolvimento. 'Além de ampliarmos a nossa capacidade de cooperação interestatal, é preciso também repensar o papel do Estado, que deve estar capacitado para fazer frente a esses desafios e crises, bem como para tratar novos e emergentes temas.'