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Presidente argentina é operada com êxito de hematoma na cabeça

De bom humor, Cristina Kirchner já está no quarto em recuperação

Garotinha para a lado de mensagens de apoio a Cristina Kirchner
Garotinha para a lado de mensagens de apoio a Cristina Kirchner Foto : Daniel Garcia / AFP / CP
A presidente argentina Cristina Kirchner foi operada com êxito para extrair um hematoma na cabeça, anunciou nesta terça-feira o subsecretário de Comunicação Pública, Alfredo Scoccimarro. "A operação foi satisfatória. Foi muito bem. A presidente está com um bom humor e já está em seu quarto", afirmou o porta-voz antes de divulgar o boletim médico da Fundação Favaloro, onde foi operada.

Aos 60 anos, a presidente submeteu-se à drenagem de um coágulo no cérebro e recebeu apoio de centenas de partidários. As palavras do porta-voz  foram muito comemoradas por dezenas de militantes, que levaram sua solidariedade à presidente e esperavam informações. O próximo boletim médico será divulgado na quarta-feira ao meio-dia, indicou Scoccimarro.

O boletim médico, o único a ser divulgado nesta terça-feira, indicou que a presidente "evolui favoravelmente após uma cirurgia sem complicações e permanece em uma unidade de terapia intensiva". Por um mês, pelo menos, a presidente deverá ficar de repouso. Interinamente, o vice-presidente Amado Boudou desempenha as atividades políticas.

A decisão sobre a cirurgia foi tomada 24 horas depois de médicos terem recomendado um afastamento e repouso de 30 dias. Cristina Kirchner havia passado o sábado internada porque sentia arritmia e fortes dores de cabeça.

Na noite de sábado, a presidente regressou à residência oficial de Olivos, mas no domingo sentiu formigamento e perda temporária de força muscular no braço esquerdo.

O hematoma foi resultado de um tombo ainda mal explicado pelo governo argentino. Cristina teria caído no dia 12 de agosto, ocasião em que foi submetida a uma tomografia que teria apresentado resultado "normal".

A cirurgia teve início por volta das 8h30min e durou cerca de duas horas. A operação consistiu na abertura de um orifício para drenar o sangue acumulado abaixo da dura-máter, uma membrana entre o crânio e o cérebro.

Nas próximas 48 horas, a presidente ficará internada em uma sala de terapia intensiva e só poderá ser visitada pelos familiares diretos. Segundo informações de fontes da Fundação Favaloro, Cristina teria que ficar hospitalizada durante uma semana para observação da evolução de seu estado clínico.

Partidários dão apoio

"Força Cristina", "Vamos que tudo é possível!", "Melhore logo", "O país e os jovens estão com você", "Você é insubstituível", "Todos com Cristina", "Nos bons e maus momentos com você", diziam os cartazes fixados na frente do hospital. Uma grande escultura localizada na entrada serve de base para uma espécie de altar coroado com uma foto de Cristina Kirchner e de seu marido, o falecido ex-presidente Néstor Kirchner (2003/2007).

Ali foram colocados uma imagem da virgem de Luján, padroeira dos argentinos, uma de Gauchito Gil, uma divindade pagã com centenas de milhares de fiéis no país, e uma bandeira com a imagem do Papa Francisco, de origem argentina, junto a dezenas de cartazes e flores.

Vários presidentes da região também enviaram mensagens a Kirchner, como a presidente Dilma Rousseff, o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa, o venezuelano Nicolás Maduro, o colombiano Juan Manuel Santos, o uruguaio José Mujica e o nicaraguense Daniel Ortega.

A oposição expressou sua solidariedade a Kirchner, mas também inquietação pela falta de informação. "Estamos preocupados e todos desejamos que a presidente se recupere rapidamente. Também sentimos um enorme nível de incerteza porque não está sendo dada toda a informação que deveria ser divulgada", disse o prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri.

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