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Presidente catalão pede que luta pela independência seja pacífica

Carles Puigdemont discursou no parlamento antes da votação que decidiu pela separação

Carles Puigdemont discursou no parlamento antes da votação que decidiu pela separação
Carles Puigdemont discursou no parlamento antes da votação que decidiu pela separação Foto : Josep Lago / AFP / CP
O presidente catalão Carles Puigdemont pediu nesta sexta-feira que os cidadãos se empenhem na luta pela independência de maneira cívica e pacífica, depois que o Parlamento regional declarou independência da Espanha.

"Virão horas em que precisaremos manter o pulso deste país, mas mantê-lo principalmente no terreno da paz, no terreno do civismo e no terreno da dignidade", declarou Puigdemont ante deputados e prefeitos separatistas reunidos no Parlamento.

O discurso foi proferido após o parlamento da Catalunha ter aprovado nesta sexta-feira uma resolução declarando a independência desta região do nordeste da Espanha, enquanto que o Senado em Madri debatia a aprovação da intervenção da autonomia regional solicitada por parte do governo central.

"Declaramos que a Catalunha se converte em um Estado independente na forma de República", assegura a resolução aprovada com 70 votos a favor, dois em branco e dez contra após a votação secreta em um parlamento quase vazio devido à ausência de vários partidos da oposição.

Depois da votação, os deputados começaram a cantar o hino catalão, "Els Segadors", concluindo com um sonoro "Visca Catalunya" (Viva a Catalunha). Milhares de separatistas reunidos perto do Parlamento da Catalunha em Barcelona receberam a notícia com uma explosão de alegria. Os manifestantes aplaudiram aos gritos de "independência" e também cantaram o hino catalão com o punho para o alto. A independência de uma região dentro da atual União Europeia é um ato inédito, que foi duramente criticado pelas instituições em Bruxelas e pelos sócios do governo espanhol.

Quase ao mesmo tempo, em Madri, o Senado espanhol autorizou o governo de Mariano Rajoy a aplicar as medidas para intervir na autonomia da Catalunha, que incluem a destituição de seus líderes separatistas. A proposta apresentada pelo governo, baseada no artigo 155 da Constituição, foi aprovada por 214 votos a favor, 47 contra e uma abstenção, e será transmitida ao governo central e ao executivo catalão, segundo o presidente do Senado, Pio Garcia-Escudero.