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Presidente chinês anuncia participação em forças de paz

Xi Jinping também anunciou US$ 100 milhões para financiar uma força de reação rápida na União Africana

Presidente chinês anuncia participação em forças de paz
Presidente chinês anuncia participação em forças de paz Foto : Spencer Platt / Getty Images North America / AFP / CP
O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu apoiar com um esquadrão as missões de manutenção da paz da ONU na África durante sua primeira visita às Nações Unidas nesta segunda-feira.

Xi disse ante a Assembleia Geral da ONU que a China "assumirá a liderança" na criação de um esquadrão de 8.000 pessoas para a "manutenção permanente da paz" a ser implantado no curto prazo.

O anúncio de Xi ocorre depois das críticas dos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, que acusaram a China de não assumir responsabilidades compatíveis com as suas aspirações para um papel mais importante a nível mundial.

O presidente também anunciou 100 milhões de dólares para financiar uma força de reação rápida na União Africana, bem como 1 bilhão - em 10 anos - para "fundos da paz e desenvolvimento"

ONU-China

A economia da China disparou nos últimos 15 anos e se tornou a mais importante depois dos Estados Unidos. Os vizinhos da China e os Estados Unidos estão preocupados com a reivindicação do governo chinês dos direitos territoriais sobre a quase totalidade do Mar da China Meridional.

Estados Unidos e vários países asiáticos temem uma ação forte da China, que permita controlar, a partir do arquipélago de Sprays, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

O presidente chinês afirmou na ONU que seu país "está comprometido com o desenvolvimento pacífico". "Não importa o quanto possa evoluir o cenário internacional e quão forte possa ser a China, a China nunca irá buscar a hegemonia, expansão ou esfera de influência", disse o líder.

No entanto, Xi disse que a ONU permite a todos os países "escolher o seu próprio caminho para o desenvolvimento".
O comentário refere-se às críticas frequentes sobre o respeito aos direitos humanos na China, incluindo a detenção de ativistas pró-democracia como o dissidente Liu Xiaobo. "Todos os países são iguais. O grande, forte e rico não deve intimidar os pequenos, fracos e pobres", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou brevemente antes de seu colega chinês e reiterou seus apelos pela liberdade de navegação no Mar da China Meridional, palco de tensões entre os vizinhos asiáticos.
"Vamos defender estes princípios, encorajar a China e outros queixosos a resolver suas diferenças pacificamente", disse Obama.