Abbas, que desde 2007 governa apenas a Cisjordânia e não Gaza, também pediu uma reunião de emergência do corpo provisório de dirigentes da Organização para a Libertação da Palestina, que reúne também Hamas e Jihad Islâmica. "A agressão está dirigida contra todo o povo palestino, não só contra o Hamas ou contra a Jihad Islâmica", havia afirmado na sexta-feira.
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Mais cedo, Israel ameaçou intensificar a operação militar que bombardeia Gaza pelo quinto dia consecutivo, ao mesmo tempo em que prosseguem os esforços diplomáticos para alcançar uma trégua. No bairro Naser, no norte da Cidade de Gaza, os ataques mataram sete pessoas de uma mesma família, incluindo três mulheres e quatro crianças, com um míssil que atingiu uma casa situada em um edifício de três andares, informou o ministério da Saúde no território palestino. Milhares de tropas israelenses se concentram ao longo da fronteira, levantando os temores da iminência de um ataque terrestre.
O conflito começou na quarta-feira, início da operação "Pilar Defensivo". Após 10 horas de calma que terminaram às 5h GMT (3h horário de Brasília), os grupos armados palestinos dispararam 33 foguetes contra Israel, dos quais seis foram interceptados pelo sistema antimísseis Iron Dome, disseram as Forças Armadas. Três eram dirigidos a Tel Aviv, o que ativou as sirenes na metrópole pelo quarto dia. O Iron Dome interceptou os dois, disse a polícia.
No campo diplomático, o chefe da chancelaria francesa, Laurent Fabius, chegou neste domingo à região para prosseguir com os esforços realizados com o Egito em busca de um cessar-fogo. Na terça-feira, a Liga Árabe enviará uma missão ministerial a Gaza. O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, advertiu que, para ocorrer uma trégua, "os disparos de Gaza devem cessar".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse na Tailândia que os lançamentos de foguetes "precipitaram a crise em Gaza". Para o democrata, Israel tem o direito de se defender dos mísseis. "Os Estados Unidos apoiam totalmente o direito de Israel se defender", declarou ele. No entanto, autoridades palestinas afirmaram que é possível que entre este domingo e segunda-feira seja alcançado um acordo com os grupos armados palestinos para declarar uma trégua.
Os bombardeios prosseguem em meio às negociações árabes no Cairo em busca de uma eventual trégua, na qual participará o Hamas e outros grupos que estão por trás do lançamento de foguetes, como a Jihad Islâmica. O presidente israelense, Shimon Peres, saudou os esforços do presidente egípcio, Mohamed Mursi, mas acusou o Hamas de rejeitar a proposta. Os mediadores egípcios estão envolvidos em uma "intensa campanha com todas as partes para alcançar uma trégua o quanto antes", disse uma fonte da segurança egípcia.
Na véspera, o presidente egípcio, Mohamed Mursi, declarou que seu governo estava em contato com Israel e com os palestinos e que uma trégua pode ser concluída rapidamente no conflito em Gaza. "Há algumas indicações sobre a possibilidade de um cessar-fogo em breve", declarou o presidente egípcio durante uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acrescentando, entretanto, que ainda não há "garantias".
Por fim, a rede de televisão russa Russia Today informou que seus escritórios em Gaza foram destruídos após um ataque da aviação israelense contra dois centros de imprensa na Cidade de Gaza, no qual ficaram feridos ao menos oito jornalistas, um dos quais perdeu uma perna.