O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Mike Johnson, descartou nesta segunda-feira (5) o envio de tropas à Venezuela e disse esperar a realização de eleições no país sul-americano, após uma audiência classificada com membros do governo de Donald Trump. O presidente, contudo, descartou um pleito em curto prazo.
Um ataque de sábado passado culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa. O líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes participou junto com outros congressistas dessa audiência a portas fechadas com o alto escalão do governo Trump, entre eles o secretário de Estado Marco Rubio, o chefe do Pentágono Pete Hegseth e o diretor da CIA John Ratcliffe. “Não prevemos nenhum tipo de envolvimento direto, exceto pressionar o governo interino para que as coisas avancem”, acrescentou Johnson.
Após a ação militar audaciosa, Trump anunciou que iria delegar a membros do gabinete, principalmente Rubio e Hegseth, o diálogo com o novo governo chavista em Caracas. A até agora vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez tomou posse do cargo de presidente interina nesta segunda-feira.
Esta foi a 20ª sessão para prestar informações ao Congresso desde que os Estados Unidos iniciaram o destacamento militar diante do litoral venezuelano em setembro, que por fim realizou o ataque, com bombardeios incluídos, em Caracas e arredores.
A economia venezuelana 'deve permanecer estabilizada' pediu Johnson, que defendeu perante os jornalistas a 'legalidade total' dos bombardeios e do assalto à residência dos Maduro. 'Este briefing, embora muito amplo e longo, nos deixou com mais perguntas do que respostas. Seu plano para que os Estados Unidos governem a Venezuela é vago, baseado em ilusões', indicou, por outro lado, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer. 'Quando os Estados Unidos embarcam nesse tipo de mudança de regime, isso sempre acaba nos prejudicando', acrescentou o opositor.